quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Partilha V 1.1

Olá,

Tenho andado a pensar no que haveria de escrever a seguir, pois a minha ideia da zona de conflito de ideias pareceu não resultar muito bem, dado que não houve qualquer "conflito" e decidi-me a partilhar algo, uma postura que adquiri para viver. Não é uma postura que possa ser considerada correcta ou errada, é apenas uma maneira de olhar para as coisas.

Saído duma infância e adolescência tranquilas, só entendi o que era o stress quando cheguei a sonhar com o trabalho, com um superior hierárquico que gostava de massacrar os tenrinhos, como eu era e felizmente, consegui mudar de secção e de superior hierárquico. No meu novo posto dentro da empresa, conseguia observar com mais atenção a maneira como a maioria dos meus colegas olhava para o trabalho e para a vida e decidi que eu precisava de mudar. Todos eles eram viciados em café e, pelo menos setenta por cento, também viciados em tabaco para aguentarem a pressão e eu não queria continuar a ser como eles, raivosos...doentes. Ganhava bom dinheiro e achava que isso podia justificar a forma como o trabalho pode conduzir ao mal-estar, à doença, pela exigência, pelo stress e pelas várias formas como os assalariados usam o seu dinheiro para "descontrair". Entretanto, fui despedido, por estupidez minha, mas há males que vêm por bem.

Fiquei um ano desempregado. Foram alguns três meses até o formigueiro de trabalhador passar, aquela sensação estranha que nos faz sentir que se paramos, morremos, mas depois de acalmar, comecei a ver as coisas de maneira diferente... Comecei a ler como nunca tinha feito até aí, peguei em livros que me mudaram, essencialmente ao nível dos pontos de vista. Li sobre os descobrimentos, história, política e economia mas sempre na abordagem dos vencidos, dos lesados, a qual não estamos habituados a ouvir falar. Passei a entender o mundo, pensava, os seus circos mediático, político e económico.

A pilhagem dos povos pela elite, que existe, por muito que não queiramos acreditar, já acontece desde tempos remotos, lá "longe", na origem do poder político e religioso e tem avançado sempre no sentido de arrasar com tradições, crenças, conhecimentos que dão poder aos povos, que lhes dão alento, ou se quiseres, liberdade, que no verdadeiro e, para mim, único sentido da palavra, pode ser assustadora, pela vulnerabilidade que impõe e pela responsabilidade que exige, mas os antepassados dos povos que têm alimentado o sistema actual viviam assim e isso perdeu-se...e agora chamam-lhe evolução!?

Com a quantidade de horas que o cidadão comum passa a trabalhar, a sua cabeça e corpo ficam tão desgastados que nem tempo, nem energia têm para pensar quando param. Eu vejo-o e sinto-o... Ninguém está para grandes "filosofias"(como lhe chamam frequentemente) depois de oito horas de trabalho, o que é compreensível. Há o hábito de dar grande importância ao emprego de alguém, há o hábito de usar o emprego para explicar quem é determinada pessoa, há um certo sentido de honra associado ao dinheiro ganho "honestamente". É ganho honestamente mas desonestamente-pago, essencialmente em Portugal.

Uma das coisas com que muito pouca gente está habituada a ter de lidar é o conceito da "não-acção" e o grande responsável por isso é o trabalho, o emprego, pela importância e tempo que ocupam na vida. Deparei-me com a não-acção, como é óbvio, durante o ano em estive desempregado. Primeiro apareceu em livros, todos sobre assuntos diferentes, este conceito que não fazia muito sentido. Depois, dada a importância que os autores lhe atribuíam, fiquei curioso e tentei experimentar em pequenas coisas como tentar estar algumas horas em estado de não-acção.

Não-agir pode-se explicar como habilidade de saber prestar atenção ao desenrolar natural da vida. A atenção de que falo é uma atenção consciente, em que concentramos toda a nossa energia na observação, pura e simples, tentando, mais do que explicar o mundo, compreendê-lo.  A esta linha natural que acontece independente da nossa vontade os chineses chamam o Tao. Não parece fácil pensar neste modo, essencialmente porque estamos habituados a pensar sempre no que podemos fazer e muito raramente, ou nunca, pensamos no que podemos não fazer, mas assim que atingimos o estado pela primeira vez, é fácil de perceber a importância que tem para a mente. Desligar o pensar é uma maneira de praticar a não-acção.

A não-acção é a única forma de revolucionar o mundo. Estamos tão presos ao sistema, em todos os sentidos, que tudo o que fizermos irá enquadrar-se num aspecto do sistema. O nosso consciente já está danificado, pela hipertrofia. Como um músculo usado em excesso. Na não-acção há verdadeira liberdade, porque, é possível fazer exactamente aquilo que se quer, deliberadamente, sem trair o que vai na alma.  É um dos segredos que foi apagado, ou dissimulado pela "evolução".

Até breve...

Ideias para manifestação

Olá,

Há quem diga que estamos numa luta por melhores condições laborais, por melhores condições de vida, melhor, melhor, melhor. Sempre para melhorar... mas alguma vez pararam para pensar no que vai ser feito se conquistarmos esse "melhoramento"? Ninguém sabe no que vai dar, porquê? Porque faz parte do futuro...e o importante é viver o presente e entender como se pode agir sobre o tempo que em vivemos.

Prepara-se uma manifestação, aliada a uma greve geral, a "carneirada" volta às ruas, como um bando de escravos da idade média que vêm, em conjunto, pedir ao capataz para bater com menos força. Para muitas das pessoas, as que já têm muitas manifestações no lombo, este evento acaba por ser tornar um "encontro social", sei-o por experiência de observação dum caso que me é próximo! A verdade é que há várias maneiras de alguém se manifestar e parece-me que estamos num tempo em que há realmente necessidade de tentar várias alternativas.

Por exemplo, de que forma estão estes gatunos a mexer com a nossa paciência? Qual é o bem que usam para nos controlar? O dinheiro...porquê? Porque aprendemos a dar-lhe a "devida" (há quem diga que é demasiada) importância... O valor do dinheiro está nas nossas cabeças. Esquecermo-nos disso seria uma revolução e pêras, mas não vou tão longe, por agora. Onde quero chegar é que o dinheiro controla-nos e portanto, ganha uma importância acrescida para quem está no poder porque aí que ele, o poder, reside. Há, assim, que arranjar uma maneira de afectá-los onde lhes custa realmente, temos de ganhar influência económica. Como?

De que formas contribuímos nós para a economia? Produzindo e consumindo. Deixar de consumir sem alternativas, essencialmente ao nível da alimentação, é puro suicídio. Deixar de produzir é a alternativa restante. Já ouviste falar da "greve de braços caídos"? Não é muito conhecida porque se torna uma ideia especialmente perigosa para os patrões, e por conseguinte, para a economia. Na greve de braços caídos, as pessoas deslocam-se até ao seu local de trabalho, picam o ponto mas simplesmente, não trabalham. Ficam o dia todo no local de emprego, mas param a empresa. Ao nível nacional, para-se a economia e consegue-se apertar os calos às sangue-sugas Não sei o que achas desta ideia, mas a mim, parece-me uma alternativa a explorar...

Poderão surgir diversos problemas se uma situação destas abranger uma boa parte da população, mas são riscos que poderíamos estar dispostos a correr, pois acredito que poderá causar um impacto mais potente que uma passeata até à assembleia. Mas só pondo a peça em prática é que é possível avaliar...

Fica a sugestão...

Até breve

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Detective

Olá,


Com certeza já leram ou ouviram falar destes eventos:






Eu li-os na capa do jornal Público, disponível todos os dias no meu local de trabalho, a qual tinha escrito em letras garrafais: "Ainda por explicar o ataque a bancos"



Vou-me armar em detective e tentar ajudar estes caramelos a perceber qual é o problema. É que eu não sou  o único a achar que a culpa disto tudo é dos bancos e das grandes instituições financeiras que conseguem controlar o país porque, em conjunto com os grandes grupos empresariais, controlam o governo, definem as regras do jogo. Para mim é óbvio quem arremessou as pedras e a tinta contra as montras, é alguém que percebeu que a dívida que dizem estarmos a pagar (porque nem disso há certezas, pelo menos para mim) foi contraída pelos bancos portugueses, que aliás, participaram com capital para o FMI, a mesma instituição de crédito que agora nos vem cobrar juros. Isto é tudo uma grande baralhada...



Por exemplo, eu tinha algum dinheiro junto, acumulado ao longo dos anos numa conta poupança no banco. Eu, através dos meus pais, fui lá pondo o dinheiro o que representa, no fundo, um empréstimo ao banco. Eles pagaram-me juros...uma miséria por cada ano que passasse sem eu me lembrar sequer desse dinheiro. No dia que o quero tirar de lá, cobram-me X% do valor que lá estava depositado. Bem sei que tenho de pagar pelo "serviço", mas porra! Eles pouco ou nada fizeram... Hoje em dia qualquer poupança é apenas um número. Quantas pessoas se preocupam realmente em ver a sua poupança em dinheiro vivo? Quase ninguém...então eu paguei para que o banco guardasse informação sobre mim e sobre o valor das minhas poupanças. Não houve qualquer transacção física... e é nestes modos que funcionou o empréstimo dos bancos portugueses ao FMI!



Alguém acha mesmo que se entregaram 26 mil milhões de euros em notas ao governo português? Eles brincam com isto... define-se um valor astronómico, o qual nenhum de nós, cidadãos comuns, consegue sequer imaginar o que representa e pronto! Dizem que cobram juros sobre isso e a gente fica na mesma porque não compreende como se pode emprestar tanto dinheiro... mas, basicamente, é nos mesmos modos que estas negociatas acontecem...



Os economistas e financeiros que comunicam com o povo fazem-no sempre numa linguagem demasiado técnica, ou porque não querem que a gente entenda exactamente o que se passa ou porque são demasiado burros para conseguirem sequer explicar tudo de forma simples. O que se passa é que, neste momento, já há gente a percebê-los muito bem, gente que não quer ter nada a ver com eles e que portanto lhes atiram pedras.



Os políticos são os grumetes e os empresários e os banqueiros os capitães e comandantes deste navio chamado Democracia Económica, que se prepara para afundar. Percamos a confiança no sistema, está montado para nos levar de arrasto para o fundo da pirâmide capitalista.



Mais do que apedrejar as montras dos bancos ou doutras empresas, porque a violência não é resposta, há que pensar e ver o mundo duma nova perspectiva.



As pedras arremessadas não foram com o intuito de entrar no banco para o assaltar. Foram com o intuito de marcar uma posição, a de quem sabe quem manda afinal, de quem sabe onde está o poder reunido. Mas agora vão lá os jornais decifrar isto...



Até breve.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Os donos de Portugal

Olá,

Se tiveres tempo, dá uma vista de olhos neste documentário emitido pela RTP2. A teres alguma dúvida sobre quem são "Eles", a quem me refiro com bastante frequência, estão aqui bem enumerados, com nomes e áreas de actuação, os donos de Portugal, a elite que escraviza o povo português.



E agora, a questão que coloco é...se o Estado existe para servir os empresários e o Estado é o povo, afinal para quem trabalhamos nós? Para nosso benefício, ou para o deles? Restam dúvidas?

O objectivo deste blog é tentar induzir uma atitude de boicote ao sistema financeiro mas não pela violência ou pelo golpe de estado. Simplesmente pelo abandono do modo de vida que permite que haja discrepâncias sociais com tanto relevo, discrepâncias essas que não são evitadas porque, na verdade, as regras da sociedade só se aplicam a quem não pode pagar para as contornar, sendo a desigualdade, injusta e incessável por qualquer processo democrático, o aspecto que mais marca este sistema, chamado democracia. Os donos de Portugal, os donos do Mundo vivem em anarquia...porque não podemos nós viver em anarquia também?

Até breve.

sábado, 28 de julho de 2012

Vibrações

Olá,

Aprendemos na escola, ainda no ensino obrigatório, que há uma "unidade básica da matéria", unidade essa que é infinitamente pequena. Lembras-te do nome dessa unidade? Átomo. Porém, apesar de não nos dizerem logo na escola, essa unidade não é A Unidade Básica da Matéria porque o átomo é ainda composto por outras partículas infinitamente mais pequenas. Lembras-te desse nome? Electrões. Podiam ser protões, de carga positiva, e neutrões, de carga negativa, ou neutra.

Nós, os seres humanos, somos compostos de quê, na nossa essência? De compostos químicos, certo? Cálcio nos dentes e nos ossos, ferro no sangue, oxigénio, flúor, dióxido de carbono, potássio,  telúrio , zinco, entre alguns outros. Matéria portanto, certo? Somos, tal como seria de esperar, compostos do mesmo que qualquer outra coisa que exista neste Planeta, átomos com electrões lá dentro. Ponto assente? Vamos...

A física quântica, talvez a vertente mais recente da física, têm-se debruçado sobre algo muito interessante, que é a natureza física do átomo. E, para além de terem provado a teoria que evidencia a grande semelhança entre a disposição dos electrões no núcleo do átomo e a disposição dos planetas no sistema solar, bem como a semelhança dos movimentos realizados por ambos em torno do seu núcleo, aperceberam-se de que os electrões têm duas naturezas que são observáveis por nós, através dos microscópios ultra potentes, que vão para além do negativo, ou neutro, e positivos. Essas duas naturezas são em termos materiais. Ou seja, os electrões têm massa e ao mesmo tempo, são vazios dessa massa = Os electrões existem e não existem ao mesmo tempo.

Mas como é isto possível? Isto transcende qualquer barreira da nossa imaginação limitada pelo "conhecimento" científico. Apesar disso, sim, o que quero dizer é que tudo o que existe no Planeta e no Universo tem, pelo menos, duas naturezas. Uma que existe e outra que não existe.

Isto é possível porque os electrões são apenas aglomerados de energia, energia que vibra e que ao vibrar se mostra. Emite frequências. Faz-se sentir. Imagina uma lâmpada que se acende e apaga a uma velocidade tal que aos nossos olhos parece que está sempre ligada. Com os electrões é exactamente o mesmo, ou não estivesse eu a falar de energia chamada "eléctrica". Mas fica melhor.

É que é possível a qualquer indivíduo ser responsável pela sua vibração, pela frequência que emite. Depois, tudo afecta a nossa frequência. O stress, o medo, a felicidade, a adrenalina, o desejo sexual são tudo emoções que expressamos, entre outras formas, através também de frequências. Porém, há quem queira simplificar e diga que as duas emoções principais que conseguimos distinguir são o Amor e o Medo, sendo que todas as outras são derivadas destas. Faz algum sentido, se pensarmos bem. Por outro lado, a mesma pessoa diz que o Amor e o Medo emitem frequências diferentes, o Amor emite uma frequência mais alta, o Medo uma frequência mais baixa e que isto estará relacionado com a leitura do código genético: http://www.youtube.com/watch?v=9Sb102WhPy4 para não alongar muito a minha parte.

E, esta é a parte interessante, também a nossa frequência afecta tudo o que nos rodeia. É uma afectação recíproca e uma questão de decisão. A maneira como a nossa frequência afecta o que nos rodeia é algo que saí do nosso controlo, pois não é possível obrigar nada nem ninguém a sentir algo que gostássemos que sentissem. Mas é possível decidirmos como queremos que o nos rodeia nos afecte, à nossa frequência. Chamo a isto sentido de responsabilidade e ausência de ego. As ligações afectivas que desenvolvemos, as relações profissionais, a relação que temos connosco próprios, com as nossas coisas, podem todas ser reduzidas a uma questão de emissão de frequências. Quem vibra de determinada maneira, vai atrair pessoas, sentimentos, circunstâncias e coisas que se adequam a essa frequência. Por isso é que algumas pessoas se queixam de que nunca na vida tiveram "um bocado de sorte" enquanto outras conseguem levar uma existência tranquila.

Isto encaixa na minha linha de pensamento desta maneira:

Alguém como eu, que procura mudança, alternativas, novos rumos, tem de perceber como é que é possível mudar. De quem é que parte a iniciativa de mudar? De mim, ou do mundo? Um personagem célebre deixou uma dica muita poderosa para nós, aspirantes a revolucionários, que pode ser um bom começo de caminho e que responde a esta pergunta na perfeição: "Sê a mudança que queres ver no mundo."

Para mim é claro. Eu tenho de mudar a minha vibração, tenho de parar de conviver com pessoas e locais que me façam vibrar de maneira não saudável. É possível que eu consiga mudar a vibração de uma ou outra pessoa, mas esse não é o meu objectivo, são efeitos colaterais. O que pretendo é mudar a minha vibração. Quem vai para a rua manifestar-se contra isto ou aquilo que o governo faz ou diz que vai fazer não está mesmo à espera de obter resultados, pois não? Lamento desdenhar, mas essa massa está à espera, ou a exigir, duma mudança exterior para depois adaptar o seu interior, quando me parece que o caminho é exactamente ao contrário. É por estas e por outras já aqui descritas que perdemos o poder de decisão e o controlo sobre as nossas vidas.

Para quem quer, vamos tomar a iniciativa de mudar de frequência vibracional, mudar a partir de dentro. Mudemos de hábitos, de rotinas e, por fim, de vida. Se nos cagarmos para esta dependência em relação ao dinheiro, a quem vão os bancos dizer o que se pode ou não fazer? Quem vai mandar em nós? NINGUÉM!!! Se queres, muda! Se pensas que custa muito, pensa também que não custa mais do que te manteres um escravo até ao fim da vida.

Até breve.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Evolução?


Olá,



Ultimamente tem-me estado na cabeça a palavra evolução. Andei à volta do seu significado e entendi que aplicamos o conceito "evolução" quando falamos de aperfeiçoamentos, de algo que conhecemos, éramos ou tínhamos que passa a ser melhor. E, na busca de um exemplo mais prático, para me ajudar a desbloquear o seu significado, perguntei-me, mas afinal, quão evoluídos somos nós?



Quero dizer que, antes de começar a responder, tenho de deixar assentes os pressupostos que me permitem falar da maneira que vou falar.

Eu acredito que esta nossa forma de estar na vida nos limita as capacidades. A realidade física com que lidamos no dia a dia existe, mas se achas que não é uma ilusão, então experimenta mudar de postura perante a vida e vais ver a tua realidade a transformar-se, de forma insubmissa à tua vontade, numa outra realidade tão real quanto a anterior. Se fossemos livres desta escravidão laboral, intelectual e financeira, creio que seriamos capazes de condicionar qual a realidade em que vivemos. Resumindo, acredito que o ser humano é uma espécie brilhante, capaz de feitos só imaginados para filmes da chamada ficção científica.



O outro pressuposto é que a "História" pode ser uma grande mentira. Além das imensas crateras de informação que apresenta e de só ser contado um dos dois, ou mais, lados da história, é algo que está escrito e que por isso mesmo, pode ser posto em causa, até, dada a insuficiência de provas para além dos registos. Nenhum de nós viveu a maior parte da história da humanidade para poder confirmar. Eu quero fazer valer os meus direitos e prefiro não acreditar que só porque são "historiadores" que dizem e os conselhos científicos aprovam, tem de ser verdade. Ou será a ciência dogmática? A verdade é que a ciência já deu origem a uma religião, a cientologia.


Chamem-me conspirador, mas eu tenho lido e visto demasiadas evidências que são bem explicadas, assentes nas mesmas fontes a que outros historiadores dizem recorrer e que, de facto, criam uma linha condutora entre o que se passa hoje e que terá acontecido para que o ser humano se tornasse no que é hoje: corrupto, sequioso de poder sobre os outros e, acima de tudo, estúpido. E desta forma, as evidências que encontrei demonstram que a História nos é contada de uma certa maneira de forma a ser mais fácil para nós aceitar o panorama actual, fazendo-nos crer que houve evolução, que nós, os seres humanos do séc. XXI, somos o topo do desenvolvimento. Comecemos pelos celtas:

Não há muito para dizer sobre os celtas, para além dos chamados mitos. O exército romano, a primeira "Nova Ordem Mundial", tratou de se apoderar e, em alguns casos, destruir tudo o que contasse sobre o modo de vida e as tradições celtas. Porquê? Pela mesma razão que os europeus tentaram destruir todo o modo de vida e as tradições dos índios americanos. Sem as suas raízes, é mais fácil convertê-los. Viriato, crê-se que é o último bastião da resistência celta na península ibérica, terá sido assassinado por traidores, seus companheiros, reza a lenda.

Por um lado, este pode servir como exemplo àqueles que pretendam unir-se a um grupo insurgente! "Desencoraja-te, de nada vale resistir. Só durará até que um de vós vos traia".

Por outro lado, dá para ver como os romanos utilizaram bem as técnicas modernas de acabar com revoltas. Viriato derrotou inúmeras legiões romanas e a única forma que este exército, o mais poderoso na Europa do seu tempo, arranjou para acabar com a rebeldia, foi pagando para matarem o líder Pastor durante o sono. Assim te deixo exemplos dum prisma sobre a história que não estás habituado/a a ter de entender.

Houve já quem me falasse na evolução em termos de medicina. Dizem, que antigamente, antes da revolução industrial, morria muito mais gente do que hoje em dia, que a "esperança média de vida" era mais baixa. Pois bem, eu estou em crer que quem cria um sistema que se alimenta de trabalho e carne humana tem interesse em prolongar a duração do combustível. Não faz sentido? E então, chamando-lhe evolução, parece mesmo que é algo bom.

A medicina tradicional chinesa (MTC) já é utilizada há mais de três mil anos e com uma taxa de sucesso que envergonha a medicina ocidental. Para além da MTC ter uma base holística (o paciente é um todo, mente-corpo-espírito), o seu objectivo é manter a pessoa saudável e não apenas tratar os sintomas que podem impedir alguém de ir trabalhar. Consegues ver a diferença? Até os europeus se terem lembrado de começar a abrir corpos, os chineses pensavam que teríamos só um pulmão, mas já assim se tratavam pessoas. Além disso, ao contrário do pedestal que o ocidente construiu para os "médicos", na China de outros tempos, os médicos imperiais eram mortos se alguém da família real ficasse doente. Estavam a falhar no seu trabalho. A morte é uma pena forte, mas percebes a nossa (ocidentais) "evolução"?

A maioria dos argumentos que hoje se utilizam para justificar uma evolução são os desenvolvimentos políticos, económicos e tecnológicos. O único destes "argumentos" que, de facto, se pode tornar um bom aliado é a tecnologia, se bem manuseado. Mas mesmo assim, para a maioria dos mortais comuns, só serve para conforto distractivo e inebriante. Fora isso, são áreas que só favorecem quem tem o poder na mão, conferindo mais controlo sobre os restantes habitantes do planeta. São estas, a política, a economia e a tecnologia, as armas que estão ao dispor deles*. É isto, a evolução? 
*"Eles" são banqueiros, políticos, financeiros e empresários. Escória de fato e gravata.

A personagem que, por ventura, mais terá contribuído para esta noção de evolução foi C. Darwin, com a sua teoria, baseada em especulações, como são as minhas, e que viria a moldar a imagem que temos do mundo. Apoia-se em dois conceitos: mutações favoráveis e selecção natural pela sobrevivência do mais forte. Ambas as ideias foram adoptadas de outros pensadores. O conceito da "sobrevivência do mais forte" é baseado na ideia de Thomas Malthus, um economista. Curioso,não é? Uma teoria sobre a origem das espécies, sobre a origem da vida, que tem como base uma ideia económica. O outro conceito, influência de Charles Lyell, das mutações favoráveis, caiu por terra quando, ainda Darwin era vivo, este se viu obrigado a reconhecer que não seria possível que uma mutação prevalece-se nas gerações seguintes. Na primeira geração seria passada cinquenta por cento da informação e para a segunda, vinte e cinco, acabando assim por desaparecer rapidamente. Há, sem dúvida, uma relação entre os animais, mas não me parece que seja necessariamente evolutiva.

Ou seja, a teoria de Darwin, quanto a mim, serve para manter o pessoal de cabeça baixa, aceitando assim esta miséria de vida que os poderosos escolheram por e para nós, porque eles são os mais fortes. Entendes como? Educamos as crianças a acatarem as ordens e as ideias dos adultos, porque são mais "fortes", são eles que mandam. E chamas a isto, evolução?

Ah! E já ouvi rumores de que os Maias teriam algo que pode ser comparado com os computadores. Se for verdade, que nunca saberemos, é uma grande chapada de luva branca.


A evolução acontece, mas creio que a nível individual. Desafia-te a ti mesmo, transcende-te, nas coisas mais variadas, a vários níveis. Talvez algum dia venhas a sentir necessidade de ser realmente Livre, para poderes evoluir mais. A minha evolução, "meço-a" pela criatividade, a cada texto que escrevo, a cada poema que componho. Às vezes sinto-a, outras vezes não. Talvez não a compreenda, talvez só entenda mais tarde. O importante é ir tentando, sem nunca levar nada demasiado a sério.



Até breve.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O homem como doença do Planeta

Olá,

O homem é o ser mais importante do Planeta. Verdade ou mentira?

Gostava de saber o que respondeste.

Tive uma professora de biologia que nos falou nestes termos, a propósito dos testes científicos/cosméticos em animais:

" Eu acho uma brutalidade fazer isso aos animaizinhos mas se for para o bem dos meus filhos, está tudo bem."
Uma professora de biologia. Que percepção terá esta mulher do mundo que a rodeia? Não estou aqui armado em defensor dos animais, como carne, mais do que devia e adoro peixe. Além disso, as plantas também são seres vivos. Mas, não entendo como se pode aplicar a lei da natureza à usurpação que o homem tem aplicado sobre a Terra Mãe.

Podes achar que somos os seres mais inteligentes à face da Terra, mas essa postura é apenas concebível para alguém que não consegue sentir o mundo em que vive. O homem tornou-se, sem dúvida, o ser mais estúpido à face da Terra, e talvez, muito provavelmente, o mais estúpido do Universo. E isto aconteceu porque nos permitiram sonhar com este trono ilusório em que somos os melhores de todos os seres. O nosso lugar neste Planeta, neste Universo, neste momento em que vivemos é nos cedido pela Natureza, pela consciência cósmica, que está muito longe do nosso controlo. É um lugar que nos é reservado e o qual podemos aceitar, se quisermos. Caso contrário, pode acontecer que se leve uma vida inteira sem nunca encontrar plenitude no que quer que seja. Um papel a desempenhar no Planeta e na sociedade são coisas muito diferentes. Aqui começa a nossa estupidez. Repara como isto se alastra a muitos campos que na verdade são apenas peças dum puzzle cuja imagem tenho vindo a tentar mostrar:

Na "história", fazem-nos acreditar que os "conquistadores" foram grandes heróis. E nós acreditamos. Mas, ao aprofundar a questão, não quero ter como heróis homens capazes dizimar, roubar, violar e escravizar populações, culturas e conhecimentos associados entre si em nome duma religião. Passados cinco séculos, compreendo que essa "conquista" é o início daquilo que viria a ser a globalização. A escravatura continua, como continua a adoração destes cruéis heróis e o reflexo da sua maneira brutal de agir continua entranhado em tudo o que fazemos (desde o bullying nas escolas, passando pela violência doméstica e pela exploração brutal do Planeta e de tudo o que nele vive para o bem-estar dos que podem pagar, até às ameaças feitas pelos grandes bancos junto dos governos para que tomem as "decisões certas")

E o pior até nem é o que terá acontecido a todos os nativos brutalmente assassinados (na Europa foram os celtas, em África e na América, norte e sul basta saber o que se sabe e por todo o recanto do mundo extreminaram os "selvagens") De novo a importância do homem... O pior tem sido a usurpação das terras com monoculturas de tabaco, cacau, soja, explorações petrolíferas e minerais em nome do desenvolvimento. O Planeta aguenta, mas ao contrário do que pensam os senhores da alta finança, o Planeta, assim como nós, o povo, não estamos aqui para os servir a troco de alguns tostões cujo valor é estabelecido por eles mesmos.

Eu sinto que estamos aqui para aproveitar um momento mágico o qual tratamos, com descrença, por vida. A estupidez continua...

Todos jogamos ao jogo da economia. Impingem-nos a responsabilidade de fazer a economia crescer, trabalhando e consumindo para que outros possam trabalhar e por sua vez consumir. Mas aceitamos jogar um jogo cujas regras não conhecemos bem e cujo manual vem escrito numa linguagem tão rebuscada que o comum dos mortais não consegue entender a maior parte.

A parte estúpida disto, trocando por miúdos, é: Se eu criasse um jogo com regras que só eu e alguns amigos entendêssemos e obrigasse um grupo de pessoas a jogar esse mesmo jogo, sem nunca lhes dar a entender exactamente o que se estaria a passar, e viesse alguém de fora dizer-lhes:
- "Que estão a fazer? Não vêm que nunca vão ganhar esse jogo? Parem de jogar..."
E o dito grupo de peões que joga responderia a esse alguém:
- "És maluco! Isto é que é o jogo, sempre foi assim. Deixa-nos em paz...És muito "filósofo" para jogar este jogo, só tens teorias da conspiração...Deves ser terrorista!"
E eu, como criador do jogo e defensor unicamente dos meus interesses mandaria executar logo este "terrorista" por estar a abalar a falta de ideias dos participantes.

Ou seja, os jogadores, são ludibriados de tal maneira que acabam por eles próprios defender os interesses dos criadores do jogo, pensando que protegem os seus. Agora imagina o que isto envolve à escala mundial. Para além dos milhares de pessoas que vivem na mais absoluta miséria e com lucros de milhares de milhões para "os criadores do jogo", não nos esqueçamos de todos os outros seres vivos envolvidos. Animais e plantas que são obrigados a desenvolverem-se mais rápido do que seria suposto e em condições controladas, rios poluídos, quem bebeu água outrora potável agora depende da Luso (e similares), as lixeiras. O stress que mata o homem como um veneno, aos poucos...entre quase todos os problemas chamados sociais, são tudo consequências da nossa participação neste jogo.

Rodeamo-nos de cimento, enchendo as paisagens de lixo. Há quem o considere necessário, mas em breve irei mostrar aqui que o cimento está longe de ser a melhor opção para um abrigo. O conforto conduziu-nos a um patamar perigoso por duas razões. Por um lado, sabemos que para alguns de nós poderem viver em casas, com camas, cozinhas equipadas, casas-de-banho com saneamento e água sempre disponível, estamos dependentes de uns tantos outros, que são a maior parte das pessoas do Planeta, que são escravizados. Estou a falar da produção de roupa, de comida, de electrodomesticos, de bens fúteis, todo o tipo de bugigangas. Há diversos casos de matérias primas que são produzidas e transformadas por crianças e por adultos do mais mal pago que há. Toda a gente conhece um, mas ninguém se deixa levar pela culpa que acarreta. Eu faço parte deste grupo, infelizmente. Por isso é que ainda leio o que escrevo aqui.

Por outro lado, o conforto exige que estejamos isolados da natureza, afastados dos nossos predadores naturais. Segundo o jogo da economia, não nos podemos preocupar com a nossa integridade física, só temos de nos preocupar em trabalhar e consumir. Mas ao vivermos rodeados dos nossos predadores naturais teremos que saber como nos proteger, e provavelmente, caçar. Admito, eu nunca cacei mas já li as palavras de um caçador indígena sobre a sua técnica. O caçador deve, antes de caçar, conhecer a presa. Conhecer o sítio onde ela vive, onde se alimenta, onde bebe água e os percursos que faz entre cada sítio. No fundo, deve conhecer as rotinas da presa. Desta forma, pode antecipar qualquer movimento e torna-se muito mais fácil apanhá-la, à presa. O nosso estilo de vida faz de nós as presas mais fáceis de caçar do Planeta.

Somos ou não somos os mais estúpidos? A nossa estupidez individual somada à estupidez de todos os seres humanos cria a maior doença que este Planeta tem de suportar. E nós, enquanto doença do Planeta, estamos destinados a ser eliminados pelos mecanismos de defesa do corpo celeste que nos acolhe. Assim como o nosso sistema imunitário elimina os organismos indesejados.

Se não queres fazer parte da doença do Planeta, trata-te. Torna-te sã/são pela união com a Terra e vive a vida, este momento mágico, com alegria. Não precisas de ser feliz, ser alegre já é uma maravilha.

Até breve