segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Os donos de Portugal

Olá,

Se tiveres tempo, dá uma vista de olhos neste documentário emitido pela RTP2. A teres alguma dúvida sobre quem são "Eles", a quem me refiro com bastante frequência, estão aqui bem enumerados, com nomes e áreas de actuação, os donos de Portugal, a elite que escraviza o povo português.



E agora, a questão que coloco é...se o Estado existe para servir os empresários e o Estado é o povo, afinal para quem trabalhamos nós? Para nosso benefício, ou para o deles? Restam dúvidas?

O objectivo deste blog é tentar induzir uma atitude de boicote ao sistema financeiro mas não pela violência ou pelo golpe de estado. Simplesmente pelo abandono do modo de vida que permite que haja discrepâncias sociais com tanto relevo, discrepâncias essas que não são evitadas porque, na verdade, as regras da sociedade só se aplicam a quem não pode pagar para as contornar, sendo a desigualdade, injusta e incessável por qualquer processo democrático, o aspecto que mais marca este sistema, chamado democracia. Os donos de Portugal, os donos do Mundo vivem em anarquia...porque não podemos nós viver em anarquia também?

Até breve.

sábado, 28 de julho de 2012

Vibrações

Olá,

Aprendemos na escola, ainda no ensino obrigatório, que há uma "unidade básica da matéria", unidade essa que é infinitamente pequena. Lembras-te do nome dessa unidade? Átomo. Porém, apesar de não nos dizerem logo na escola, essa unidade não é A Unidade Básica da Matéria porque o átomo é ainda composto por outras partículas infinitamente mais pequenas. Lembras-te desse nome? Electrões. Podiam ser protões, de carga positiva, e neutrões, de carga negativa, ou neutra.

Nós, os seres humanos, somos compostos de quê, na nossa essência? De compostos químicos, certo? Cálcio nos dentes e nos ossos, ferro no sangue, oxigénio, flúor, dióxido de carbono, potássio,  telúrio , zinco, entre alguns outros. Matéria portanto, certo? Somos, tal como seria de esperar, compostos do mesmo que qualquer outra coisa que exista neste Planeta, átomos com electrões lá dentro. Ponto assente? Vamos...

A física quântica, talvez a vertente mais recente da física, têm-se debruçado sobre algo muito interessante, que é a natureza física do átomo. E, para além de terem provado a teoria que evidencia a grande semelhança entre a disposição dos electrões no núcleo do átomo e a disposição dos planetas no sistema solar, bem como a semelhança dos movimentos realizados por ambos em torno do seu núcleo, aperceberam-se de que os electrões têm duas naturezas que são observáveis por nós, através dos microscópios ultra potentes, que vão para além do negativo, ou neutro, e positivos. Essas duas naturezas são em termos materiais. Ou seja, os electrões têm massa e ao mesmo tempo, são vazios dessa massa = Os electrões existem e não existem ao mesmo tempo.

Mas como é isto possível? Isto transcende qualquer barreira da nossa imaginação limitada pelo "conhecimento" científico. Apesar disso, sim, o que quero dizer é que tudo o que existe no Planeta e no Universo tem, pelo menos, duas naturezas. Uma que existe e outra que não existe.

Isto é possível porque os electrões são apenas aglomerados de energia, energia que vibra e que ao vibrar se mostra. Emite frequências. Faz-se sentir. Imagina uma lâmpada que se acende e apaga a uma velocidade tal que aos nossos olhos parece que está sempre ligada. Com os electrões é exactamente o mesmo, ou não estivesse eu a falar de energia chamada "eléctrica". Mas fica melhor.

É que é possível a qualquer indivíduo ser responsável pela sua vibração, pela frequência que emite. Depois, tudo afecta a nossa frequência. O stress, o medo, a felicidade, a adrenalina, o desejo sexual são tudo emoções que expressamos, entre outras formas, através também de frequências. Porém, há quem queira simplificar e diga que as duas emoções principais que conseguimos distinguir são o Amor e o Medo, sendo que todas as outras são derivadas destas. Faz algum sentido, se pensarmos bem. Por outro lado, a mesma pessoa diz que o Amor e o Medo emitem frequências diferentes, o Amor emite uma frequência mais alta, o Medo uma frequência mais baixa e que isto estará relacionado com a leitura do código genético: http://www.youtube.com/watch?v=9Sb102WhPy4 para não alongar muito a minha parte.

E, esta é a parte interessante, também a nossa frequência afecta tudo o que nos rodeia. É uma afectação recíproca e uma questão de decisão. A maneira como a nossa frequência afecta o que nos rodeia é algo que saí do nosso controlo, pois não é possível obrigar nada nem ninguém a sentir algo que gostássemos que sentissem. Mas é possível decidirmos como queremos que o nos rodeia nos afecte, à nossa frequência. Chamo a isto sentido de responsabilidade e ausência de ego. As ligações afectivas que desenvolvemos, as relações profissionais, a relação que temos connosco próprios, com as nossas coisas, podem todas ser reduzidas a uma questão de emissão de frequências. Quem vibra de determinada maneira, vai atrair pessoas, sentimentos, circunstâncias e coisas que se adequam a essa frequência. Por isso é que algumas pessoas se queixam de que nunca na vida tiveram "um bocado de sorte" enquanto outras conseguem levar uma existência tranquila.

Isto encaixa na minha linha de pensamento desta maneira:

Alguém como eu, que procura mudança, alternativas, novos rumos, tem de perceber como é que é possível mudar. De quem é que parte a iniciativa de mudar? De mim, ou do mundo? Um personagem célebre deixou uma dica muita poderosa para nós, aspirantes a revolucionários, que pode ser um bom começo de caminho e que responde a esta pergunta na perfeição: "Sê a mudança que queres ver no mundo."

Para mim é claro. Eu tenho de mudar a minha vibração, tenho de parar de conviver com pessoas e locais que me façam vibrar de maneira não saudável. É possível que eu consiga mudar a vibração de uma ou outra pessoa, mas esse não é o meu objectivo, são efeitos colaterais. O que pretendo é mudar a minha vibração. Quem vai para a rua manifestar-se contra isto ou aquilo que o governo faz ou diz que vai fazer não está mesmo à espera de obter resultados, pois não? Lamento desdenhar, mas essa massa está à espera, ou a exigir, duma mudança exterior para depois adaptar o seu interior, quando me parece que o caminho é exactamente ao contrário. É por estas e por outras já aqui descritas que perdemos o poder de decisão e o controlo sobre as nossas vidas.

Para quem quer, vamos tomar a iniciativa de mudar de frequência vibracional, mudar a partir de dentro. Mudemos de hábitos, de rotinas e, por fim, de vida. Se nos cagarmos para esta dependência em relação ao dinheiro, a quem vão os bancos dizer o que se pode ou não fazer? Quem vai mandar em nós? NINGUÉM!!! Se queres, muda! Se pensas que custa muito, pensa também que não custa mais do que te manteres um escravo até ao fim da vida.

Até breve.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Evolução?


Olá,



Ultimamente tem-me estado na cabeça a palavra evolução. Andei à volta do seu significado e entendi que aplicamos o conceito "evolução" quando falamos de aperfeiçoamentos, de algo que conhecemos, éramos ou tínhamos que passa a ser melhor. E, na busca de um exemplo mais prático, para me ajudar a desbloquear o seu significado, perguntei-me, mas afinal, quão evoluídos somos nós?



Quero dizer que, antes de começar a responder, tenho de deixar assentes os pressupostos que me permitem falar da maneira que vou falar.

Eu acredito que esta nossa forma de estar na vida nos limita as capacidades. A realidade física com que lidamos no dia a dia existe, mas se achas que não é uma ilusão, então experimenta mudar de postura perante a vida e vais ver a tua realidade a transformar-se, de forma insubmissa à tua vontade, numa outra realidade tão real quanto a anterior. Se fossemos livres desta escravidão laboral, intelectual e financeira, creio que seriamos capazes de condicionar qual a realidade em que vivemos. Resumindo, acredito que o ser humano é uma espécie brilhante, capaz de feitos só imaginados para filmes da chamada ficção científica.



O outro pressuposto é que a "História" pode ser uma grande mentira. Além das imensas crateras de informação que apresenta e de só ser contado um dos dois, ou mais, lados da história, é algo que está escrito e que por isso mesmo, pode ser posto em causa, até, dada a insuficiência de provas para além dos registos. Nenhum de nós viveu a maior parte da história da humanidade para poder confirmar. Eu quero fazer valer os meus direitos e prefiro não acreditar que só porque são "historiadores" que dizem e os conselhos científicos aprovam, tem de ser verdade. Ou será a ciência dogmática? A verdade é que a ciência já deu origem a uma religião, a cientologia.


Chamem-me conspirador, mas eu tenho lido e visto demasiadas evidências que são bem explicadas, assentes nas mesmas fontes a que outros historiadores dizem recorrer e que, de facto, criam uma linha condutora entre o que se passa hoje e que terá acontecido para que o ser humano se tornasse no que é hoje: corrupto, sequioso de poder sobre os outros e, acima de tudo, estúpido. E desta forma, as evidências que encontrei demonstram que a História nos é contada de uma certa maneira de forma a ser mais fácil para nós aceitar o panorama actual, fazendo-nos crer que houve evolução, que nós, os seres humanos do séc. XXI, somos o topo do desenvolvimento. Comecemos pelos celtas:

Não há muito para dizer sobre os celtas, para além dos chamados mitos. O exército romano, a primeira "Nova Ordem Mundial", tratou de se apoderar e, em alguns casos, destruir tudo o que contasse sobre o modo de vida e as tradições celtas. Porquê? Pela mesma razão que os europeus tentaram destruir todo o modo de vida e as tradições dos índios americanos. Sem as suas raízes, é mais fácil convertê-los. Viriato, crê-se que é o último bastião da resistência celta na península ibérica, terá sido assassinado por traidores, seus companheiros, reza a lenda.

Por um lado, este pode servir como exemplo àqueles que pretendam unir-se a um grupo insurgente! "Desencoraja-te, de nada vale resistir. Só durará até que um de vós vos traia".

Por outro lado, dá para ver como os romanos utilizaram bem as técnicas modernas de acabar com revoltas. Viriato derrotou inúmeras legiões romanas e a única forma que este exército, o mais poderoso na Europa do seu tempo, arranjou para acabar com a rebeldia, foi pagando para matarem o líder Pastor durante o sono. Assim te deixo exemplos dum prisma sobre a história que não estás habituado/a a ter de entender.

Houve já quem me falasse na evolução em termos de medicina. Dizem, que antigamente, antes da revolução industrial, morria muito mais gente do que hoje em dia, que a "esperança média de vida" era mais baixa. Pois bem, eu estou em crer que quem cria um sistema que se alimenta de trabalho e carne humana tem interesse em prolongar a duração do combustível. Não faz sentido? E então, chamando-lhe evolução, parece mesmo que é algo bom.

A medicina tradicional chinesa (MTC) já é utilizada há mais de três mil anos e com uma taxa de sucesso que envergonha a medicina ocidental. Para além da MTC ter uma base holística (o paciente é um todo, mente-corpo-espírito), o seu objectivo é manter a pessoa saudável e não apenas tratar os sintomas que podem impedir alguém de ir trabalhar. Consegues ver a diferença? Até os europeus se terem lembrado de começar a abrir corpos, os chineses pensavam que teríamos só um pulmão, mas já assim se tratavam pessoas. Além disso, ao contrário do pedestal que o ocidente construiu para os "médicos", na China de outros tempos, os médicos imperiais eram mortos se alguém da família real ficasse doente. Estavam a falhar no seu trabalho. A morte é uma pena forte, mas percebes a nossa (ocidentais) "evolução"?

A maioria dos argumentos que hoje se utilizam para justificar uma evolução são os desenvolvimentos políticos, económicos e tecnológicos. O único destes "argumentos" que, de facto, se pode tornar um bom aliado é a tecnologia, se bem manuseado. Mas mesmo assim, para a maioria dos mortais comuns, só serve para conforto distractivo e inebriante. Fora isso, são áreas que só favorecem quem tem o poder na mão, conferindo mais controlo sobre os restantes habitantes do planeta. São estas, a política, a economia e a tecnologia, as armas que estão ao dispor deles*. É isto, a evolução? 
*"Eles" são banqueiros, políticos, financeiros e empresários. Escória de fato e gravata.

A personagem que, por ventura, mais terá contribuído para esta noção de evolução foi C. Darwin, com a sua teoria, baseada em especulações, como são as minhas, e que viria a moldar a imagem que temos do mundo. Apoia-se em dois conceitos: mutações favoráveis e selecção natural pela sobrevivência do mais forte. Ambas as ideias foram adoptadas de outros pensadores. O conceito da "sobrevivência do mais forte" é baseado na ideia de Thomas Malthus, um economista. Curioso,não é? Uma teoria sobre a origem das espécies, sobre a origem da vida, que tem como base uma ideia económica. O outro conceito, influência de Charles Lyell, das mutações favoráveis, caiu por terra quando, ainda Darwin era vivo, este se viu obrigado a reconhecer que não seria possível que uma mutação prevalece-se nas gerações seguintes. Na primeira geração seria passada cinquenta por cento da informação e para a segunda, vinte e cinco, acabando assim por desaparecer rapidamente. Há, sem dúvida, uma relação entre os animais, mas não me parece que seja necessariamente evolutiva.

Ou seja, a teoria de Darwin, quanto a mim, serve para manter o pessoal de cabeça baixa, aceitando assim esta miséria de vida que os poderosos escolheram por e para nós, porque eles são os mais fortes. Entendes como? Educamos as crianças a acatarem as ordens e as ideias dos adultos, porque são mais "fortes", são eles que mandam. E chamas a isto, evolução?

Ah! E já ouvi rumores de que os Maias teriam algo que pode ser comparado com os computadores. Se for verdade, que nunca saberemos, é uma grande chapada de luva branca.


A evolução acontece, mas creio que a nível individual. Desafia-te a ti mesmo, transcende-te, nas coisas mais variadas, a vários níveis. Talvez algum dia venhas a sentir necessidade de ser realmente Livre, para poderes evoluir mais. A minha evolução, "meço-a" pela criatividade, a cada texto que escrevo, a cada poema que componho. Às vezes sinto-a, outras vezes não. Talvez não a compreenda, talvez só entenda mais tarde. O importante é ir tentando, sem nunca levar nada demasiado a sério.



Até breve.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O homem como doença do Planeta

Olá,

O homem é o ser mais importante do Planeta. Verdade ou mentira?

Gostava de saber o que respondeste.

Tive uma professora de biologia que nos falou nestes termos, a propósito dos testes científicos/cosméticos em animais:

" Eu acho uma brutalidade fazer isso aos animaizinhos mas se for para o bem dos meus filhos, está tudo bem."
Uma professora de biologia. Que percepção terá esta mulher do mundo que a rodeia? Não estou aqui armado em defensor dos animais, como carne, mais do que devia e adoro peixe. Além disso, as plantas também são seres vivos. Mas, não entendo como se pode aplicar a lei da natureza à usurpação que o homem tem aplicado sobre a Terra Mãe.

Podes achar que somos os seres mais inteligentes à face da Terra, mas essa postura é apenas concebível para alguém que não consegue sentir o mundo em que vive. O homem tornou-se, sem dúvida, o ser mais estúpido à face da Terra, e talvez, muito provavelmente, o mais estúpido do Universo. E isto aconteceu porque nos permitiram sonhar com este trono ilusório em que somos os melhores de todos os seres. O nosso lugar neste Planeta, neste Universo, neste momento em que vivemos é nos cedido pela Natureza, pela consciência cósmica, que está muito longe do nosso controlo. É um lugar que nos é reservado e o qual podemos aceitar, se quisermos. Caso contrário, pode acontecer que se leve uma vida inteira sem nunca encontrar plenitude no que quer que seja. Um papel a desempenhar no Planeta e na sociedade são coisas muito diferentes. Aqui começa a nossa estupidez. Repara como isto se alastra a muitos campos que na verdade são apenas peças dum puzzle cuja imagem tenho vindo a tentar mostrar:

Na "história", fazem-nos acreditar que os "conquistadores" foram grandes heróis. E nós acreditamos. Mas, ao aprofundar a questão, não quero ter como heróis homens capazes dizimar, roubar, violar e escravizar populações, culturas e conhecimentos associados entre si em nome duma religião. Passados cinco séculos, compreendo que essa "conquista" é o início daquilo que viria a ser a globalização. A escravatura continua, como continua a adoração destes cruéis heróis e o reflexo da sua maneira brutal de agir continua entranhado em tudo o que fazemos (desde o bullying nas escolas, passando pela violência doméstica e pela exploração brutal do Planeta e de tudo o que nele vive para o bem-estar dos que podem pagar, até às ameaças feitas pelos grandes bancos junto dos governos para que tomem as "decisões certas")

E o pior até nem é o que terá acontecido a todos os nativos brutalmente assassinados (na Europa foram os celtas, em África e na América, norte e sul basta saber o que se sabe e por todo o recanto do mundo extreminaram os "selvagens") De novo a importância do homem... O pior tem sido a usurpação das terras com monoculturas de tabaco, cacau, soja, explorações petrolíferas e minerais em nome do desenvolvimento. O Planeta aguenta, mas ao contrário do que pensam os senhores da alta finança, o Planeta, assim como nós, o povo, não estamos aqui para os servir a troco de alguns tostões cujo valor é estabelecido por eles mesmos.

Eu sinto que estamos aqui para aproveitar um momento mágico o qual tratamos, com descrença, por vida. A estupidez continua...

Todos jogamos ao jogo da economia. Impingem-nos a responsabilidade de fazer a economia crescer, trabalhando e consumindo para que outros possam trabalhar e por sua vez consumir. Mas aceitamos jogar um jogo cujas regras não conhecemos bem e cujo manual vem escrito numa linguagem tão rebuscada que o comum dos mortais não consegue entender a maior parte.

A parte estúpida disto, trocando por miúdos, é: Se eu criasse um jogo com regras que só eu e alguns amigos entendêssemos e obrigasse um grupo de pessoas a jogar esse mesmo jogo, sem nunca lhes dar a entender exactamente o que se estaria a passar, e viesse alguém de fora dizer-lhes:
- "Que estão a fazer? Não vêm que nunca vão ganhar esse jogo? Parem de jogar..."
E o dito grupo de peões que joga responderia a esse alguém:
- "És maluco! Isto é que é o jogo, sempre foi assim. Deixa-nos em paz...És muito "filósofo" para jogar este jogo, só tens teorias da conspiração...Deves ser terrorista!"
E eu, como criador do jogo e defensor unicamente dos meus interesses mandaria executar logo este "terrorista" por estar a abalar a falta de ideias dos participantes.

Ou seja, os jogadores, são ludibriados de tal maneira que acabam por eles próprios defender os interesses dos criadores do jogo, pensando que protegem os seus. Agora imagina o que isto envolve à escala mundial. Para além dos milhares de pessoas que vivem na mais absoluta miséria e com lucros de milhares de milhões para "os criadores do jogo", não nos esqueçamos de todos os outros seres vivos envolvidos. Animais e plantas que são obrigados a desenvolverem-se mais rápido do que seria suposto e em condições controladas, rios poluídos, quem bebeu água outrora potável agora depende da Luso (e similares), as lixeiras. O stress que mata o homem como um veneno, aos poucos...entre quase todos os problemas chamados sociais, são tudo consequências da nossa participação neste jogo.

Rodeamo-nos de cimento, enchendo as paisagens de lixo. Há quem o considere necessário, mas em breve irei mostrar aqui que o cimento está longe de ser a melhor opção para um abrigo. O conforto conduziu-nos a um patamar perigoso por duas razões. Por um lado, sabemos que para alguns de nós poderem viver em casas, com camas, cozinhas equipadas, casas-de-banho com saneamento e água sempre disponível, estamos dependentes de uns tantos outros, que são a maior parte das pessoas do Planeta, que são escravizados. Estou a falar da produção de roupa, de comida, de electrodomesticos, de bens fúteis, todo o tipo de bugigangas. Há diversos casos de matérias primas que são produzidas e transformadas por crianças e por adultos do mais mal pago que há. Toda a gente conhece um, mas ninguém se deixa levar pela culpa que acarreta. Eu faço parte deste grupo, infelizmente. Por isso é que ainda leio o que escrevo aqui.

Por outro lado, o conforto exige que estejamos isolados da natureza, afastados dos nossos predadores naturais. Segundo o jogo da economia, não nos podemos preocupar com a nossa integridade física, só temos de nos preocupar em trabalhar e consumir. Mas ao vivermos rodeados dos nossos predadores naturais teremos que saber como nos proteger, e provavelmente, caçar. Admito, eu nunca cacei mas já li as palavras de um caçador indígena sobre a sua técnica. O caçador deve, antes de caçar, conhecer a presa. Conhecer o sítio onde ela vive, onde se alimenta, onde bebe água e os percursos que faz entre cada sítio. No fundo, deve conhecer as rotinas da presa. Desta forma, pode antecipar qualquer movimento e torna-se muito mais fácil apanhá-la, à presa. O nosso estilo de vida faz de nós as presas mais fáceis de caçar do Planeta.

Somos ou não somos os mais estúpidos? A nossa estupidez individual somada à estupidez de todos os seres humanos cria a maior doença que este Planeta tem de suportar. E nós, enquanto doença do Planeta, estamos destinados a ser eliminados pelos mecanismos de defesa do corpo celeste que nos acolhe. Assim como o nosso sistema imunitário elimina os organismos indesejados.

Se não queres fazer parte da doença do Planeta, trata-te. Torna-te sã/são pela união com a Terra e vive a vida, este momento mágico, com alegria. Não precisas de ser feliz, ser alegre já é uma maravilha.

Até breve

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gerald Celente


Para que não me sinta sozinho nesta opinião acerca da farsa que a democracia representa. Prestai atenção às palavras deste homem.


Até breve.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O auto-controlo dos doentes

Olá,

Hoje vou, novamente, falar de um assunto relacionado com a situação "política e social" que se vive em Portugal.

Isto é acerca das declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, um dos responsáveis pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974 e dos vários comentários feitos a estas declarações.

A grande maioria dos comentários vieram de organizações militares e de personagens do circo governativo e cingem-se, basicamente, a isto: "Vivemos em democracia, não faz sentido/não se justifica um golpe de estado militar." A populaça que se deu ao trabalho de comentar as várias notícias nos sites apenas referiam que os militares só se manifestam quando a situação começa a pesar nos seus bolsos camuflados. Houve até quem chegasse a falar de incitação violenta contra o estado de direito, o que constitui um crime.

ESTADO DE DIREITO?!?! O único direito que o estado demonstra é o direito de roubar, de massacrar financeiramente e de gozar com as pessoas que trabalham. Isto sim, é crime!

E mais.

Vivemos em democracia? Não é uma ditadura porque, segundo alguns, podemos escolher entre cerca de 10 partidos, alguns dos quais só vemos mesmo no boletim de voto. Outros dizem que, mesmo entre os dois elegíveis (PS e PSD), há sempre apoio dum terceiro para que seja possível atingir a maioria absoluta (CDS-PP), ano após ano. Há já, na minha geração, quem considere a esquerda política uma brincadeira fora de moda. Na auto-aclamada "a melhor nação do mundo" e a maior defensora (ou atacante em nome) da democracia, também se vive há não sei quantos anos com dois partidos políticos. Alguma vez, isto representa escolha? E se pusermos a hipótese que é o mesmo ideal político dividido em dois partidos aparentemente opostos? Não faz mais sentido? Honestamente, desde o 25 de Abril alguém sentiu diferença entre os caminhos traçados pelo governos PS e PSD? Parece que o eleito dá continuidade ao péssimo trabalho do anterior.

Os Xutos e Pontapés, em 1993, cantaram, "Estupidez gananciosa,/ manda-me o país pra cova". Passados quase vinte anos, estamos prestes a ver a cova a ser fechada com uma pedra tumular gentilmente cedida pelo FMI e pela UE e aceite com uma vénia de calças em baixo pelo nosso governo dito democrático.

Os camaradas militares de Otelo deviam prestar atenção ao que ele diz em vez de o acusarem de prejudicar a imagem do 25 de Abril. O próprio capitão de Abril diz que se soubesse o que sabe hoje, não teria feito a revolução. Aquilo que o 25 de Abril representa está manchado, e de que maneira, mas não pelas palavras de Otelo Saraiva de Carvalho. Está eternamente manchado, sim, mas pelo que tem sido feito por estes ditos "políticos" que dizem ter "governado um país" desde então.

Se leste a publicação anterior, até dá a sensação de que Otelo de Carvalho também a leu. Ao contrário daquilo que estamos habituados a pensar, a democracia não representa liberdade, só quando comparada à ditadura de Salazar. E pelo andar da carruagem, já não falta muito para ser exactamente a mesma coisa.

Foi criada em nós a necessidade de alguém "superior" nos dizer sempre por onde ir. E agora, como por magia, toda gente tem de controlar toda gente: os bancos aos governos, os governos às empresas, os patrões aos empregados, os encarregados de educação aos educadores, os que têm "ideias de fábrica" aos que têm ideias próprias. Somos auto-suficientes mas em termos de controlo. E enquanto acreditarmos na democracia, no controlo, não haverá liberdade. Esta espécie de liberdade que conhecemos é auto controlada, é doente.

Perguntam-me muitas vezes: "Então o que é queres fazer? Que solução é que tens?" Não tenho a solução para ninguém. É precisamente esta atitude que nos colocou na situação em que nos encontramos hoje. A solução não está noutra pessoa, noutro sistema político ou financeiro.

A solução está dentro de cada um...e isso sim, é liberdade!

Até breve.

domingo, 23 de outubro de 2011

Desculpar a doença

Olá,


Hoje recebi um email que tentava denunciar factos que para mim são evidentes. Falava dos salários absurdos que recebem os personagens que periodicamente aparecem na televisão a falar de contenção e poupança. Eu ri-me.


É interessante sentir as pessoas tão revoltadas com a situação actual do país. Mas, há uma pergunta que não é feita com frequência suficiente, de quem é a culpa? A culpa é sempre apontada aos mesmos. São os políticos, os administradores públicos, como denuncia o email, e os bodes expiatórios criados pelos mass media. E o povo papa...é o que se chama, na gíria tripeira, "um ganda tacho". É pena que seja sempre para os mesmos.


Não me entendam mal. Eles roubam! E muito. (Quando me refiro a "eles", estou a falar da classe "governativa" e seus associados, a saber: os directores dos bancos, e qualquer outro tipo de bandido de fato caro, capazes de qualquer coisa para ganharem dinheiro e que conseguem sempre contornar a lei, porque essa coitada vive sob a sua alçada)  Mas porquê? Será mera coincidência que seja quem for que governe neste nosso cantinho tão tranquilo caia na rede da cobiça? E quem fala de Portugal, fala por todos os países do mundo, sujeitos a este tipo de sangue sugas financeiras. Apenas mudam alguns aspectos, mas a história é sempre a mesma.


Não é mera coincidência. É porque o povo continua a permitir. Foi-lhes passada a pasta decisiva e eles, como qualquer ganancioso que se prese, decidem sempre em seu favor. E agora, como as coisas estão, parece-me que já é tarde para lhes exigir de volta esse poder cedido. Onde é que os homens e mulheres que fizeram o vinte e cinco de Abril tinham a cabeça? Honestamente, confiar na classe política? Eu estou com vinte e cinco anos e votei "utilmente" duas vezes na minha vida. Tentei ser de esquerda, mas lá, na esquerda, também me cheirou a esturro. Então o comunismo é, em princípio, o oposto do capitalismo. Mas baseia-se na mesma gestão através do dinheiro. Ai, idealmente, a forma como é distribuído é diferente? E isso poria fim à ganância? Não creio... Enquanto o dinheiro existir e, pela quantia certa, permitir fazer tudo, vai haver necessidade de controlo, leis e autoridade. E portanto, nós, o povo, chegamos a um momento em que já estamos a ficar encurralados. Há que saltar fora desta lógica: os políticos e seus "amigos" a mandar e a viver bem e, o povo a obedecer e a viver miseravelmente. 


Quem manda são essencialmente os amigos dos políticos, que fique registado.


Se nos revoltamos a sério contra eles, terá de ser de forma violenta porque o povo está, de facto, farto desta dança do aperta o cinto, arranja um emprego e um part-time e paga para poder trabalhar a recibos verdes e a única forma de aliviar esta angústia a que temos sido sujeitos é expressá-la violentamente. Não restam muitas dúvidas. Eu também sinto isso... Mas sinto também que isto vai levar a prisões, mortes, guerra civil e esperemos que chegue a uma intervenção da NATO, a ver se Portugal começa a ser famoso no mundo moderno e lá nos sobem o rating. Digo isto para abrir um sorriso...não acredito MESMO que um "rating" possa resolver o verdadeiro problema.


Consigo conceber a ideia de que isto só ia lá com uma bomba naquela sala onde eles se reúnem, falam por horas intermináveis sem nunca dizerem nada de jeito (um feito impressionante que depois se reflecte nas esplanadas dos cafés e em qualquer sítio onde doentes se encontram para socializar) e riem de nós e deles próprios, mas não acho que a bomba seja solução...sob o risco de me tornar suspeito terrorista.


Se não nos revoltarmos, vamos continuar a ser espezinhados, amarfanhados nesta prisão financeira até que há-de chegar o momento em que os patrões vão ter poder para decidir se querem pagar ou não e quem trabalha deixa de saber se vai continuar vivo ou não.


Há uma outra opção, é revoltarmo-nos contra nós próprios. Se nos revoltássemos contra nós próprios, aí sim íamos ter mudança. Íamos ver, cheirar, tocar, provar e ouvir mudança. Respirar mudança. Quantas manifestações, quantas greves vão colocar este grupo deles todos juntos, reunidos, a discutirem que de facto nós temos razão, eles têm sido muito duros connosco? Acham mesmo que algum dia vão conseguir de volta o dinheiro roubado das nossas contribuições? Alguém tem noção de quanto é, ao certo? 


Parece-me que chega de desculpas, de pieguices. Nós também temos culpa no cartório. Muito nos queixamos que a vida é dura, que custa mas nunca queremos ir àquele lugar da adolescência onde o mundo podia ser um lugar diferente. Se aguentamos esta realidade imposta, também conseguimos lidar com a realidade de que toda a vida temos sido enganados. Conseguimos lidar com a ideia que quer a economia, quer a democracia são uma treta. A economia funciona por ratings atribuídos por pessoas que provavelmente nunca foram conhecer o verdadeiro potencial de cada país. A democracia parece uma brincadeira de crianças. Claro que comparada com uma ditadura, como a que assolou este país, é um paraíso. Mas reparem, se espremermos bem o processo democrático, não passa de votarmos preto ou branco, direita ou esquerda, socialista ou democrata, bom ou mau, rico ou pobre, vivo ou morto. Esta lógica básica das dualidades tem de ser ultrapassada. Só serve para nos dividir. Há uma terceira hipótese que pode mediar o confronto das duas frentes. Por exemplo, entre o estar vivo ou morto, está o viver dignamente.


Neste caso, a terceira hipótese é podermos revoltar-nos contra nós próprios. Não é para os que são obrigados a contribuir apontarem o dedo aos que tentam escapar. Não são uns melhores que os outros. Estamos todos doentes. É cada qual apontar o dedo a si próprio. Pensar em qual pode ser o seu papel num mundo novo, num mundo curado. Criar alternativas à dependência do dinheiro e não ficar sentadinho à espera que lhe sejam servidas de bandeja novas formas de depender mais um bocadinho, só mais um bocadinho. Até porque pode ser que não tenhamos dinheiro para pagar isso.


Coragem e alegria, enfrenta-te sem medo. Mas certo disto, és o teu pior inimigo.


Até breve